abril 21, 2011

Problemas de logistica durante festa de Brasília

Infelizmente, segue o depoimento de uma cantora que saiu do Sesc Pompéia (SP) com a casa lotada para ser descartada ao lado de um dos maiores poetas realistas de Brasília - GOG. Secretário de Cultura do DF, vamos ficar espertos e respeitar quem merece respeito e faz de Brasília um polinho cultural!



Por Ellen Oléria

Fomos brindad@s (a banda pret.utu e eu) com um convite maravilhoso pra celebrar o aniversário de Brasília com nosso show. Inicialmente marcado pras 23:50h, depois remarcado para 2:10h, assistimos uma maravilhosa apresentação no palco Brasília – o principal palco da festa que conta com uma estrutura formidável baseada no modelo “Outros 50” – resposta dos artistas daqui ao escândalo “Arruda”.
Tudo montado. Tudo afinado. A gente numa ansiedade tremenda pra encontrar o público que compareceu maciçamente. Cortaram nosso show. Despediram o público sem explicações. E vimos as lágrimas (que, acredito, expressavam também o mesmo constrangimento e a mesma tristeza da gente) da equipe de produção da festa.

Tod@s nós - Pedro Martins, Paula Zimbres, Célio Maciel, Felipe Viegas, Marcus Lyra, Sue Couto – escutamos atônitos o texto que nos mandava pra casa sem nosso show. Por que? Ainda não sabemos. Voltamos de um Sesc Pompéia lotado em plena terça-feira! Correndo do aeroporto pra Esplanada dos Ministérios... pra quê?

Obrigada a tod@s que esperaram por nós. Nosso coração esteve no encontro da gente. Peço desculpas publicamente ao poeta GOG e à banda MPB Black com os quais estaria na apresentação de logo mais. Peço desculpas também a todo mundo do palco juventude, onde estaria por todo o dia apresentando a programação. Mas tenho vergonha de subir no palco da festa depois da noite de hoje. Encontrar o público pra celebrar o quê?

Quem vai fazer alguma coisa pela cultura do DF??? Hoje estivemos de mãos atadas.
“Brasília minha, Brasília pra quem quer que seja. Brasília, aonde eu for, cê vai na minha cabeça”. Esse é um dos versos que escrevi pra homenagear minha cidade em seu 51º aniversário. Silêncio. Hoje não quero te chamar de “minha”. Vergonha.

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