junho 12, 2012

Programação especial comemorativa dos 90 anos da Semana de Arte Moderna


Entre os dias 15 e 26 de fevereiro, o Theatro Municipal de São Paulo apresentará uma programação especial em comemoração aos 90 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922, que ocorreu entre 13 e 17 de fevereiro daquele ano no próprio Theatro Municipal.

São duas óperas – uma delas, Magdalena, de Villa-Lobos, nunca montada em São Paulo -, um espetáculo de dança inédito e dois concertos. Compositores e autores dessas obras participaram da Semana de Arte Moderna de 1922 (Villa-Lobos e Mario de Andrade) ou foram influenciados por ela (Camargo Guarnieri, Radamés Gnatalli, Lorenzo Fernandez).

A ópera ‘Magdalena’, de Heitor Villa-Lobos, com libreto dos americanos Robert Wright e George Forrest, fez sua estreia na Broadway em 1948 e teve sua première brasileira apenas em 2002, no Festival Amazonas de Ópera, em Manaus, com versão em português de Cláudio Botelho. Em agosto de 2010, foi apresentada em forma de concerto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Essa produção que será apresentada no Theatro Municipal de São Paulo foi realizada em 2010 pelo Theatre du Chatelet, de Paris. Magdalena nunca foi encenada em São Paulo.

A partitura foi encomendada a Heitor Villa-Lobos pelos letristas norteamericanos Robert Wright e George Forrest – dupla posteriormente responsável pela bem sucedida montagem de ‘Kismet’, musical adaptado sobre a obra de Borodin – que queriam um espetáculo que tivesse como cenário a América do Sul. Misto de musical e opereta cômica, a peça estreou em 1948 e passou, ao longo de três meses, por Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque. Com toques tragicômicos, o musical fala de conflitos religiosos, da luta dos povos ameríndios contra a opressão, da exuberância dos trópicos e suas riquezas naturais.

O maestro Luis Gustavo Petri exalta a importância da obra: “Villa-Lobos rotulava ‘Magdalena’ de uma ‘aventura musical´. Sua estréia tardia no Brasil talvez se deva a um certo preconceito por ter sido pensada para o Teatro Musical Americano da Broadway e pelo fato de que alguns temas utilizados por Villa terem sido retirados de outras obras anteriores que compôs. Villa captou muito bem a atmosfera do musical americano que ficou enormemente enriquecida com a brasilidade dos temas utilizados”.

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